A Teoria sintética da evolução
A Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo
foi formulada por vários pesquisadores durante anos de estudos, tomando
como essência as noções de Darwin sobre a seleção natural e
incorporando noções atuais de genética. A mais importante contribuição
individual da Genética, extraída dos trabalhos de Mendel, substituiu o
conceito antigo de herança através da mistura de sangue pelo conceito de
herança através de partículas: os genes. A teoria sintética considera,
conforme Darwin já havia feito, a população como unidade evolutiva. A população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo.
Para melhor compreender esta definição, é importante conhecer o conceito biológico de espécie:
agrupamento de populações naturais, real ou potencialmente
intercruzantes e reprodutivamente isolados de outros grupos de
organismos. Quando, nesta definição, se diz potencialmente intercruzantes,
significa que uma espécie pode ter populações que não cruzem
naturalmente por estarem geograficamente separadas. Entretanto,
colocadas artificialmente em contato, haverá cruzamento entre os
indivíduos, com descendentes férteis. Por isso, são potencialmente intercruzantes.
A definição biológica de espécie só é valida para organismos com
reprodução sexuada, já que, já que, no caso dos organismos com
reprodução assexuada, as semelhanças entre características morfológicas é
que definem os agrupamentos em espécies.
Observando as diferentes populações de indivíduos com
reprodução sexuada, pode-se notar que não existe um indivíduo igual ao
outro. Exceções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos, mas
mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de o patrimônio
genético inicial ser o mesmo. Isso porque podem ocorrer alterações
somáticas devidas á ação do meio. A enorme diversidade de fenótipos em
uma população é indicadora da variabilidade genética dessa população,
podendo-se notar que esta é geralmente muito ampla.
A compreensão da variabilidade genética e fenotípica
dos indivíduos de uma população é fundamental para o estudo dos
fenômenos evolutivos, uma vez que a evolução é, na realidade, a
transformação estatística de populações ao longo do tempo, ou ainda,
alterações na frequência dos genes dessa população. Os fatores que
determinam alterações na frequência dos genes são denominados fatores evolutivos. Cada população apresenta um conjunto gênico,
que sujeito a fatores evolutivos , pode ser alterado. O conjunto gênico
de uma população é o conjunto de todos os genes presentes nessa
população. Assim, quanto maior é a variabilidade genética.
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